LA FEMME ROUGE !

NAME : Amélie Sybille van der Horvath.
BIRTH PLACE : Graz, Austria. BIRTHDAY : April 27, 1003. HUMAN AGE : 30 years. DEATH DAY : May 3, 1039. VAMPIRE AGE : 1021 years. SIRE : Lilith, goddess of Darkness and Light. PROTECTORS : Cerberus & Chimera; wolf dogs. SOULMATE : Gian Bongiovi. DESCENDANTS : Alistair Visigoth, Renée & Ramona Blackwell, Eros Katsaros and Maharet Le Durand. BLOODLINES : Krieger, Artisen, Einsame and Hexer. CHILDREN : Lenore & Draven Horvath Bongiovi, Cecília and Kiet. WORK : Model, multi billionaire businesswoman, makeup artist, owner of HORVATH hotel franchis and MADAM ROUGE gothic clubhouses, founder of MADAM ROUGE Cosmetics. PHYSICAL FEATURES: Long black hair, pale skin, carmesin red lips, emerald green eyes and sharp bone features. In vampire form, her eyes change to a blood red color. In her true form, she has grey skin, bat wings, entirely black eyes, sharp nails and prominent fangs. INTERESTS : Literature, history, horror slasher movies, gothic architecture, fashion, international relations, criminal documentaries and culinary. HOBBIES : Painting, gardening, writing poems, dancing, cooking and playing games.
DO NOT INTERACT : If you're a underage ooc, the character isn't available for romantic or sexual interactions, no disrespect will be tolerated, as well as prejudice in any kind of form. Gossips or childish fights will be ignored, so if you know me from any other character and for some reason don't like me, just unfollow and block me. :)
PLOT : The entire plot was created by the writer inspired by fictional universes as Underworld, Vampire: The Masquerade, Dracula of Bram Stoker and The Vampire Chronicles. Plagiarism will not be tolerated. Any type of copies will be pointed out. So, please, respect the writer creation. The DM will always be available for those who desire to create something with the writer. Feel free to call her anytime.
BEFORE YOU FOLLOW : The plot contains violence, blood, mentions of physical and sexual abuse, and has a supernatural background which will be developed in a secondary channel.

HER STORY : 1003.
O ano em que a pequena Amélie Sybille van der Horvath veio ao mundo, única mulher dentre sete irmãos. A jovem sempre foi guardada a sete chaves no interior de seu lar, localizado em um pequeno vilarejo que atualmente é só mais um pedaço de terra em Graz, na Áustria.Curiosa, a pequenina de olhos safira e belas madeixas negras, espreitava o mundo de sua janela. Questionando se algum dia iria desfrutá-lo como os outros faziam. Mas, toda a proteção proveniente de seu pai, Patrick van der Horvath, não impediu que o mal se aproximasse da indefesa Amélie. Debaixo do mesmo teto, compartilhando o mesmo sangue, aquele quem ela chamava de irmão e possuía tanto amor, lhe feriu. De uma forma que nenhum ser humano deveria ferir o outro. E aquele era só início das inúmeras cicatrizes que Amélie carregaria em sua vida.1021.
As velas do bolo foram assopradas, 18 anos marcava o momento em que Amélie já não era mais uma menina, e sim, uma mulher. Prometida a Tanner, filho mais velho da influente família Gruber. Amélie já tinha todo um futuro planejado para si, nada do que ela sonhava fazia parte dele, é claro. Como seu pai mesmo dizia: "Ela será uma ótima esposa, cuidará da casa e dará a Tanner inúmeros filhos". Estava prestes a se casar com quem não amava. 'Será que viveria o mesmo inferno que viveu com seu irmão mais velho, Darius, por longos e árduos 8 anos?', ela se questionava enquanto todos os presentes em sua comemoração festejavam e brindavam. Seria tocada por mãos que não desejava? Silenciada por aqueles que não acreditavam nela? E ignorada pelos olhos maternos que tinham total ciência do terror que, ela, uma pobre menina, vivia? Ninguém o impediu. Ninguém a salvou. Até ela surgir, e o mundo que achava que conhecia, virar de cabeça para baixo.1039.
Casada, agora com 29 anos, Amélie estava longe de ser a típica dona de casa. Talvez a única coisa que amava fazer, e que envolvia os tributos de uma esposa dedicada, era a culinária. O aroma dos pães quentes recém saídos do forno. O cheiro das frutas vermelhas que perfurmavam a casa após a primeira fatia de torta ser cortada. Ela era feliz, ou ao menos tentava se convencer disso. Tanner era o total oposto do tipo de homem que conheceu ao conviver com Darius e seu pai. Ele era caridoso. Respeitoso. Amoroso. Sempre lhe trazia flores após as caçadas. E admirava os quadros que Amélie pintava com tamanha devoção, que era quase como se ele tivesse encontrado uma nova religião em meio aos pincéis e tintas a óleo de sua esposa. Ele era um sonho. Qualquer mulher seria sortuda por tê-lo, a jovem sabia disso. Mas, não era a ele a quem seu coração pertencia. E sim, a ela. Selene Gruber. Irmã mais nova de Tanner, e sua cunhada. Que Deus a perdoasse por tamanho pecado. Mas mesmo nunca tendo sentido o amor, Amélie sabia que o que ela sentia ao estar perto de Selene, nas trocar de olhares, ao simples ato de ouvi-la rir, era amor. E também sabia que era recíproco.E foi naquela fatídica noite de 27 de Outubro de 1088, que ambas cederam ao amor pecaminoso que as envolvia. Enquanto seus maridos saíram para a caça anual de Samhain, Selene e Amélie se amaram pela primeira vez. E na seguinte. E a seguinte. O toque puro, gentil e carinhoso que Amélie tanto procurava estava escondido por entre os dígitos finos da morena. Naqueles instantes, a arte já não era mais presente só nas telas da loira, e sim, na cama, e naquele corpo cuja as curvas lhe levavam para um mundo só delas. Sem julgamentos. Sem amarras. Sem dor. Só amor. E foi esse amor que alimentou a vontade de fugirem. De conhecerem um novo mundo, juntas, como deveria ser. Como estava escrito. Mas antes de cada novo parágrafo, um ponto final surge. E o da história delas, tinha nome e sobrenome: Cornélia Gruber, mãe de Selene e sogra de Amélie.O escândalo estava feito. Todos no pequeno vilarejo já sabiam, a língua que proferia os versículos da Bíblia e rezava em todas as missas, também foi a língua que disseminou a destruição de Selene e Amélie. Patrick, o reverendo, e pai da jovem loira, não se conformava. Como ele, um homem tão bom e que seguia os preceitos da Igreja, poderia ter sido amaldiçoado com tamanha desonra? Sua filha? Aquela a quem criou com tanta estima? Logo ela!? Era uma pecadora! Uma meretriz! Suja pelas mãos do diabo, já não havia mais salvação para sua alma, se não fosse a purificação pelo fogo. Sim, o destino das amantes estava traçado. Elas seriam queimadas vivas. Como bruxas. E ninguém jamais se lembraria de seus nomes, e que Deus as perdoasse pelo terrível ato que cometeram.Caçadas como animais. Pelos homens que um dia lhe juraram amor eterno. Seus maridos. Seus pais. Irmãos. Seu povo. Elas fugiram. Em meio aos confins da mais profunda floresta, elas buscaram abrigo, mas o destino, como sempre, falhou com elas.⸺ Fuja, Amélie! ⸺ Selene implorou, exausta, pés machucados de tanto correr. ⸺ Fuja e seja livre. Não lamente por mim. Pois sempre estarei com você, meu amor.Essas foram as últimas palavras que Amélie ouviu de sua amada, antes de seus finos dedos a abandonarem, e seu então, frágil e imaculado corpo, ser domado pelos braços de um dos caçadores. Ela deveria se entregar junto a sua amada. Deixar que o fogo as consumisse juntas. Mas, o olhar de súplica da mulher lhe dava a oportunidade de ir, mesmo que a contra gosto, e ela foi. Mas jurou que retornaria antes da fogueira ser acesa.Conforme seguiu seu caminho, Amélie logo alcançou uma clareira e no meio dela, uma velha cabana de madeira. Não sabia a quem pertencia, mas não pensou duas vezes antes de procurar por ajuda ali. Bateu uma. Duas. Três vezes. As vozes masculinas se aproximavam de si, e o desespero lhe consumia como fogo em brasa. Até a imagem da gentil senhora aparecer em seu campo de visão, a mesma não lhe disse nada, somente acenou com a cabeça e permitiu que entrasse. Era quase como se ela soubesse o que Amélie estava passando.O silêncio da clareira foi tomado pelos gritos dos caçadores que buscavam por ela: Amélie. Em mais uma troca de olhares com a senhora que havia lhe dado abrigo, novamente ela havia a compreendido. Se em algum dia, Amélie admirou a arte de caçar, era porque ela nunca havia estado na pele da caça. Pelo menos, não até aquele momento.⸺ Uma jovem? Oh. . . Lamento tanto, não há jovem alguma aqui. Somente eu, uma pobre e solitária senhora. ⸺ Amélie ouviu a voz de sua salvadora pela primeira vez, enganando aqueles que a queriam morta. ⸺ Se essa pobre está mesmo por aí, provavelmente já deve ter virado jantar de algum lobo. Como caçadores, os senhores devem saber que não há como escapar desta floresta. A morte é o único caminho. Mas. . . Se estiverem duvidando de minha palavra, entrem. Revistem minha casa. Não tenho nada a que esconder.O silêncio tomou conta mais uma vez. E o coração de Amélie parou durante aqueles míseros segundos, mas o suspiro aliviado logo veio ao seu encontro no momento em que a porta fora fechada, e a senhora, retornou com um sorriso acolhedor em seu rosto.⸺ Não se preocupe, minha querida. Você está a salvo aqui. ⸺ Ela assegurou. Oferecendo a jovem um banho quente, uma refeição deliciosa e um abraço, que ela tanto necessitava. Não somente isso, mas se dispôs a ouvir a história de Amélie, e ao contrário dos habitantes de seu vilarejo, a senhora de nome Morgana, parecia entender Amélie. E de certo modo, admirava a coragem da jovem. ⸺ Você parece amar muito essa moça, não é mesmo? ⸺ Questionou-a, obtendo um firme sim como resposta. ⸺ Pois eu tenho o que você precisa. Na verdade, não só o que você precisa para ser livre, mas principalmente para salvar sua amada.Aquelas palavras vinham até Amélie como música para seus ouvidos. Ela faria o que fosse possível para ter Selene em seus braços mais uma vez. Portanto, somente aceitou qualquer proposta que a senhora tivesse a lhe oferecer. E foi naquele sim, que Amélie condenou sua alma."Do sangue viemos e dele morreremos." Essa era a única frase dita em latim, a língua antiga, que Amélie conseguia compreender. Morgana, aquela senhora tão caridosa, possuía um olhar maligno a medida em que recitava as palavras daquilo que deveria ser sua liberdade. Mas ao terceiro bater do cajado contra o chão, a escuridão prevaleceu. O corpo de Amélie queimava. Seus ossos se quebravam em inúmeros pedaços. E o ar de seus pulmões era substituído pelo sangue que lhe sufocava ao ponto de sair por entre seus lábios.⸺ O...que...você...fez comigo? ⸺ Ela questionou. A senhora por sua vez, não parecia compreender. Folheava o livro inúmeras vezes. Se pondo de joelhos e com os braços erguidos, ela suplicava por perdão. Não a Amélie. Mas a Lilith. Logo, as chamas da lareira que antes serviram como aconchego, agora envolviam a senhora como um furacão. Prestes a engoli-lá viva. Amélie podia jurar que daquelas chamas, uma figura feminina apareceu e seus olhos flamejantes lhe encararam fixamente, antes de transformar Morgana em cinzas.Sobre a poça de seu próprio sangue, Amélie encarava o teto, em busca de respostas. Em busca de ajuda. Uma salvação. E então, a imagem feminina de antes apareceu diante de si, não em fogo, mas em luz. Uma luz branca tão forte, que Amélie jurou estar indo aos céus.⸺ Não tema, criança. Não vim aqui para lhe fazer mal. Contemplei seu medo. Sua dor. Seu sofrimento. E suas perdas. Infelizmente, a amada que seu coração busca já foi engolida pelas chamas. Mas eu, ao contrário daquela bruxa tola que desejava somente seu próprio benefício, posso lhe dar aquilo que deseja. A vingança contra aqueles que tiraram seu amor de si. ⸺ A mulher de madeixas cobre planava sobre o corpo de Amélie. ⸺ Aceite meu presente, minha filha. Você não será mais ferida. Não sentirá dor. Nem amor, se assim o desejar. Você terá a força de um exército. A velocidade de um cometa. E a fome de uma leoa. Reinos irão estremecer com sua presença. O mundo irá se ajoelhar aos seus pés. E você será mãe de muitos filhos. Criadora de uma espécime única, e será amada, adorada... Esse é o seu destino, Sybille. ⸺ O toque daquela que lhe prometia o mundo curava as feridas externas e internas de Amélie. Sem seu amor, o que mais lhe restava? Poderia morrer e se unir a ela. Ou se vingar de quem a tomou de si?A resposta era uma só: sim.2024.⸺ E foi assim que nossa Rainha, a primeira imortal do mundo, Mãe de Todos, renasceu. ⸺ A mulher de longos cabelos castanhos dizia ao que fechava o livro que continha a história daquela que ceifou milhares de vidas, conquistou reinos, foi temida, adorada, respeitada e principalmente, caçada. Para as crianças humanas, ela era uma lenda, daqueles que seus pais contam antes de dormir. Para a igreja, o diabo em pessoa. Mas para seu povo, sua espécie, seus filhos e filhas, era justa, bondosa, amável e admirável. Rainha, apesar daquele título não ser de seu agrado.⸺ Não sei como você não se cansa de contar essa história, Maharet, e principalmente como eles, não se cansam de ouvi-la. ⸺ A figura imponente de Sybille surgiu no recinto, fazendo com que todos os presentes se curvassem a ela. Incluindo sua amiga de longa data, conselheira e bruxa nas horas vagas, Maharet. ⸺ Não se curvem a mim. Se curvem a Lilith. Ela é a minha mãe. E se não fosse por ela, eu não estaria aqui. E não teria realizado tantos feitos como a puxa saco ali gosta de dizer. ⸺ Brincou ao referir-se a melhor amiga, que a acompanhou no riso, tacando em sua direção, o livro que segurava. Os reflexos aguçados de Sybille a fizeram pegar o livro ainda no ar, e então, o devolveu para seu devido lugar na prateleira.⸺ A sua modéstia me irrita, cara amiga. ⸺ Persephone pronunciou-se.⸺ E seus exageros me incomodam, querida amiga. ⸺ Sybille respondeu. As orbes vermelhas passearam pelo público que as observavam, e com somente um sinal, ela dispensou a todos, que rapidamente se retiraram da sala.⸺ Não é exagero quando você mesma diz. ⸺ A fiel, e única, companhia de existência longínqua de Sybille continuou. ⸺ Você é filha de Lilith. A primeira imortal. Criadora de todos da sua espécie.⸺ A Rainha dos Vampiros. ⸺ Suspirou, finalizando o dizer de sua amiga. ⸺ Eu sei disso, Maharet. Eu sei. Mas. . . Neste século, eu sou somente Sybille, modelo, dona da franquia de hotéis e resorts de luxo Horvath e dos clubes góticos Madam Rouge, e você, minha doce bruxinha, além de fiel escudeira, é minha sócia. Então, mãos à obra! Afinal, Roma não foi construída em um dia, e tão pouco meu reino será.